terça-feira, 9 de novembro de 2010

de frene[sí]
in-consciente
des-encobrindo
[entre] fora, colchetes

sexo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Quebrável

Olhos seguem
Atormentam

Eu, patético
Perturbado
Eu, que nem sei

Que som se faz
Se a língua corre
De boca, insaciável

Se tenho fome,
é tua.

domingo, 1 de agosto de 2010

Domingo

Por que demoras?
E se com vontade
com ardor
se deveras, farás
Se tens vontade
me vens, segue
se me impulsionas
leva-me embora
Assim como vão
por vãos, as ideias
De forças, líquidas
como pedras

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Dissecar-te com os olhos.
Com mãos cintilando
vontade de acetinar,
Doces, curvas.

Tarde, cholate

Sufocar de as carnes
ouriçadas por suspiro
Deleitantes em coito
Aspirantes em amor
Calmaria de outrora
traz sempre em hora
de inspirar meu afago

sábado, 3 de julho de 2010

Pôr

Me chamem torpe
Descoisifiquem
Mumifiquem

domingo, 27 de junho de 2010

sinestesia

e se balbuciei, foi apenas para lembrar dos movimentos que fazem meus lábios juntos aos teus
portas e paredes correm ao meu lado
só pra lembrar que hoje a casa está vazia
as cores não estão em meus olhos
as janelas já não vêm mais luz
escuro para observar
cada movimento de corpo
e alma quieta, ensurdecedora
fogo lento
enchergo, combustões
segundo por segundo
para que passes
para jazer a saudade

quinta-feira, 29 de abril de 2010

1:01

Eeei, por que o relógio tá girando tão rápido?
Por que esqueceram de me acordar?
Por que eu não sei mais que dia é?
Cadê? Cadê o meu óculos?!
Por que ele não me faz enxergar tudo?
Por que eu não vejo mais ninguém?
Tem alguém aí?
Você poderia deixar tudo como está?

Simplicidade como essa, eu nunca encontrei.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A oeste.

Queria, num só fôlego, tatear de todo. Mas aos poucos vou tentando controlar a respiração que já pede calma, mesmo querendo devaneio. Vou me apoderando de cada caminho, cada curva. A começar de norte, vou sentindo com as mãos as texturas, os calores, os perfumes. Vou seguindo a sul, mas encontro lugar quente e úmido pra abrigar meu toque sedento: meu peito a leste, encharcado pelo sangue que corre depressa e aquecido pelo calor do teu sorriso. E a oeste, quero sentir viva a respiração do meu conforto.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Toda, um pedaço.

Dona de superfíceis tão frágeis
e poderios tão concretos,
as vezes me engana, menina
as vezes me engana, mulher
Me abraça com um olhar

me inventa capaz.
Me faz tremer,
e acertar quase sempre
Deveras tem seu lugar

cria inocente,
descria consciente.
Desfaz um final,
pra tanto fazer mil começos

quinta-feira, 25 de março de 2010

Café

Por favor, mais uma prato de endorfinas.
Por favor, mais um copo de adrenalina
mas sem gelo dessa vez.
Se não for muito incômodo,
poderia trazer um pano e limpar toda essa mesa?

Caso eu não levante, sirva-me um ca.
Obrigada.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Doce

Eu sei que é difícil entender
Mas eu queria agradecer
Pelo som doce que sai do instrumento que não sei o nome
E não sei quem toca

Mas aí me levanto
Olho lá fora
Com cara de boêmio
e o instrumento que eu não sei o nome

Me acalma como nenhuma das canções
das quais eu não consigo escolher
Faz ter vontade de ficar aqui
ou ir lá fora sorrir

Parece... música urbana.
Quase todos os lugares

ps: daria uma prosa, e eu não tenho nenhuma noção de métrica. Essas coisas me fazem achar que estou no caminho certo, ou não. hehehe

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Se eu agi errado me perdoe porque eu não quis
Amarrar outro nó
Que prende pra dividir"

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sem fim

As vezes eu penso que queria ter vivido mais. Só pra saber o que fazer em algumas situações. Só as vezes. Seria bem mais fácil aprender só o que a gente aprende na escola. Talvez seja isso que me faz falta, essas férias que não acabam me deixam livre demais, sinto falta de uma ocupação. É bem mais fácil se ocupar com coisas que têm um fim certo. E se você se descabelar ou não com isso, terá um reconhecimento.
É bem melhor fazer coisas que você sabe que vai conseguir. Porque por mais que você seja persistente, tem dias que seu corpo treme, tem dias que seu coração bate e/ou desbate de formas diferentes. Tem dias que as pessoas te envolvem com um só olhar, outros que te ferem com o quase mesmo.
Tem dias que seus textos ficam sem fim, e sua história também.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Recorrência

Sonhos recorrentes, eles precisam apenas de um pensamento pra habitarem minhas noites. Engraçado é que sempre me vejo sorrindo neles, e as vezes quando acordo dá até vontade de torná-los reais, o que não seria difícil. Mas depois que levanto da cama, a luz parece cegar todos os sorrisos da noite.
Ao meio do dia eu tento me situar pra esperar a noite.
Ao fim da tarde vem um nó na garganta.
A noite costuma me esperar com alguma surpresa ou algum sono. E aí pode começar tudo mais uma vez. Mais uma vez.

Ócio.

Engraçado é tentar escrever em prosa. Engraçado é usar a primeira pessoa.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Tato

Eu quero usar dos poderes das mãos
Tomar tato de tudo
Tornar palpável o meu alcance
Segurar e fomentar o infinito
pra fazer matéria suplicante,
de meu toque.

Qual o tom da sua questão?

Cinzas

Há alguns passos de um novo mundo
Cheia de espectativas e tensões de hoje
Querer aproveitar todas as cinzas
todos os sorrisos, purificar-se

De qual cor você pinta o seu céu?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Molde

queira recriar
deixa respirar